o essencial invisivel

26/01/2008 14:46

Walt Whitman

Oh eu! Oh vida! Das perguntas que sobre isso se voltam, das infindáveis gerações de infiéis, das cidades cheias de tolos,
eu mesmo envergonhado de mim mesmo (pois quem mais tolo do que eu e mais infiél?), de olhos que inutilmente desejam a luz, de objetos insignificantes, da luta sempre renovada, dos pobres resultados de tudo, da multidão laboriosa e sórdida que sinto à minha volta, os anos vazios e invisíveis para os que restam, com o que resta de mim entrelaçados, a pergunta, oh eu!, tão triste, ainda insite - de que vale tudo isso, oh eu, oh vida? A resposta: que você está aqui, que a vida e a identidade existem, que o poderoso jogo continua e você pode contribuir com um verso.
enviada por Ana






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